Contexto
As equipas de ativos das Vias e das Estruturas Civis planeavam a manutenção com cinco anos de antecedência. Nesse horizonte, é difícil otimizar e combinar as ações de manutenção em todo o município, e não é possível integrar os desenvolvimentos externos dos operadores de redes de serviços públicos e dos projetos habitacionais. Amesterdão acumula ainda manutenção em atraso nas suas pontes — 120 móveis e 1 780 fixas, distribuídas por oito distritos da cidade —, o que levou a cidade a criar uma divisão específica para acelerar a substituição de pontes e muros de cais.
A solução da Oxand
- 01 Desenvolver um plano de ativos a longo prazo (LTAP) a 25 anos com restrição orçamental, com os gestores de ativos e as equipas de ativos das Estruturas Civis e das Vias, aplicando o Simeo e a metodologia baseada no risco da Oxand.
- 02 Alimentar o plano com as quantidades de ativos, os modelos de degradação, o impacto na segurança e na disponibilidade e parâmetros de custo padronizados.
- 03 Conduzir um piloto que combina a manutenção viária com projetos de desenvolvimento habitacional e de transição energética, para testar a viabilidade de uma abordagem territorial integrada por bairro ou por distrito da cidade.
O que a Oxand entregou
Priorização baseada em cenários
Os resultados dos diferentes cenários deram visibilidade sobre a priorização e a repartição orçamental entre os ativos considerados: pontes móveis, pontes fixas e pavimentos.
Manutenção em atraso e plano de ação a longo prazo
Melhor conhecimento da manutenção em atraso e um plano de ação a longo prazo construído sobre os níveis de segurança e de disponibilidade exigidos, dentro das restrições orçamentais.
Decisões à escala da cidade e dos distritos
Priorização para o conjunto da cidade, com a possibilidade de favorecer deliberadamente determinados distritos, em linha com a política municipal em vigor.
Próximos passos acordados
Integrar o processo e a responsabilidade de atualização do LTAP no departamento de Trânsito e Espaço Público e formalizar a colaboração com os operadores de redes de serviços públicos e os promotores habitacionais para a integração do planeamento intersetorial.
Perguntas frequentes
Porque é que Amesterdão precisava de um horizonte de planeamento mais longo?
As suas equipas de ativos das Vias e das Estruturas Civis planeavam com cinco anos de antecedência. Dentro desse horizonte, as ações de manutenção não podem ser otimizadas nem combinadas em todo o município, e os desenvolvimentos externos dos operadores de redes de serviços públicos e dos projetos habitacionais não podem ser integrados de forma alguma.
O que abrange o plano de ativos a longo prazo?
Vinte e cinco anos, com restrição orçamental, para as vias e as estruturas civis da cidade — incluindo 120 pontes móveis e 1 780 pontes fixas, distribuídas por oito distritos da cidade.
O que alimenta o plano?
As quantidades de ativos, os modelos de degradação, o impacto de cada ativo na segurança e na disponibilidade, e parâmetros de custo padronizados, reunidos no Simeo segundo um método baseado no risco.
O que testou o piloto de planeamento territorial integrado?
Se a manutenção viária podia ser combinada com projetos de desenvolvimento habitacional e de transição energética, de modo a que um bairro ou distrito seja aberto uma única vez, e não várias. A questão era saber se uma abordagem territorial integrada era, de todo, viável.
A cidade pode favorecer um distrito em detrimento de outro?
Sim, deliberadamente. O plano prioriza para o conjunto da cidade, deixando em aberto a possibilidade de favorecer conscientemente determinados distritos, em linha com a política municipal em vigor — a escolha torna-se explícita, e não incidental.